sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A terra preta dos índios e o efeito estufa

Solo produzido por índios da Amazônia
pode frear efeito estufa



Um grupo de agrônomos liderados pelo professor José Marques Júnior, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Câmpus de Jaboticabal, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriu oito sítios de terra preta de índio ou terra preta arqueológica no Arco do Desmatamento, uma região da Amazônia Legal que vai do Acre ao Maranhão.



Segundo o pesquisador, a terra preta de índio, também conhecida por carbono biológico (ou biochar, em inglês) é obtida a partir da queima de biomassa - resíduos de vegetais e animais - pelo método da pirólise, isto é, combustão em elevada temperatura sem oxigênio. A descoberta foi feita durante a coleta de amostras de solo para um estudo de aptidão agrícola no sul do Estado do Amazonas, pelo Grupo de Pesquisa Caracterização do Solo para Fins de Manejo Específico, coordenado por Marques Jr. (leia ao final da matéria).

Marques Jr. explica que esse produto reúne significativos teores de nutrientes de plantas, principalmente cálcio, fósforo e carbono orgânico. Por ser formada na ausência do oxigênio, essa cadeia química torna-se difícil de ser decomposta por microrganismos, razão pela qual o carbono apresenta elevada estabilidade no solo. Essa permanência do carbono orgânico na terra resulta na diminuição de pelo menos 25% do impacto da atividade agrícola no lançamento de gás carbônico (CO2) para a atmosfera.

O biochar tem também um mecanismo que mantém a fertilidade do solo. "Em linguagem comum, o carbono estável libera nutrientes em proporções adequadas no decorrer das atividades agrícolas", esclarece o pesquisador. E mais: análises baseadas no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) indicaram tratar-se de terra resistente à compactação, ou seja, com boa estrutura para manter culturas variadas.

HERANÇA INDÍGENA

Não se sabe ao certo a origem do biochar. Uma explicação possível é a de que ele teria se formado com o costume dos povos pré-colombianos de atear fogo aos seus resíduos orgânicos, inclusive utensílios cerâmicos.

O material encontrado em seis áreas particulares nos arredores do município de Humaitá e duas no km 180 da Transamazônica, em Santo Antonio do Matopi, representa "uma dádiva do índio amazonense à agricultura, por seu potencial para combater a infertilidade do solo da região", de acordo com Marques. Para ele, o achado pode levar à compreensão da gênese e evolução desse produto, por meio do estudo de seus atributos físicos, químicos e mineralógicos.

O professor diz que o biochar desperta o interesse mundial pelo benefício que pode trazer para a agricultura, a partir do domínio de sua técnica. Uma possibilidade seria sua produção em larga escala como fertilizante e para sequestro de carbono e outros gases do efeito estufa, retendo-os assim no solo. "Não deixa de ser curioso encontrar nesse legado ancestral a inovação para as práticas agrícolas contemporâneas", conclui Marques Jr.

Uso racional do solo

O estudo de aptidão agrícola no Arco do Desmatamento é uma parceria entre a Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias(FCAV), Câmpus de Jaboticabal, e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Câmpus de Humaitá, para identificar o impacto no solo da conversão da floresta em fazendas para exploração agropecuária. O projeto tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e deve ser concluído em 2012.

A equipe espera fornecer informações para auxiliar no planejamento estratégico de uso do solo dos campos naturais na região Amazônica.

O agrônomo José Marques Jr., professor do Departamento de Solos e Adubos da FCAV, coordena o Grupo de Pesquisa Caracterização do Solo para Fins de Manejo Específico (CSME) - www.csme.com.br -, que congrega pesquisadores de diversos departamentos da unidade. Atuando em diferentes áreas do conhecimento, o grupo busca desenvolver e divulgar novas tecnologias que atendam requisitos do desenvolvimento sustentável.

Para isso faz uso da multidisciplinaridade para encontrar soluções práticas com base em ciência básica. Pela sua atuação no setor, em agosto, Marques Jr. foi indicado diretor da Regional São Paulo daSociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS).

FONTE

Genira Chagas - Jornalist

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Lábios Carnudos, a febre do exagero

Jovem aplica mais de 100 injeções de silicone para aumentar os lábios



Kristina Rei antes e depois das aplicações (Fotos: Reprodução/The Sun)
Em busca do sonho de ter os lábios da personagem de desenho animado Jessica Rabbit, a russa Kristina Rei, 22 anos, se submeteu a mais de 100 procedimentos de preenchimento labial. Ela desembolsou até o momento cerca de R$ 11 mil, mas ainda não está satisfeita.

Em entrevista ao britânico "The Sun”, Kristina contou que foi atrás de tratamento por considerar seus lábios “finos e feios”. "Amo os lábios grandes da Jessica Rabbit. Ela é o meu ideal de mulher perfeita", declarou.

A primeira injeção de botox foi aplicada quando a russa tinha 17 anos. Ao jornal, ela admitiu ser viciada. "Alguns amigos dizem para eu parar, mas ainda não estou satisfeita", afirmou, acrescentando: “Sei que algumas pessoas pensam que fiquei ridícula, mas não me importo.”

Além da mudança nos lábios, a jovem pretende turbinar os seios e fazer cirurgia plástica no nariz e nas orelhas.

Yahoo notícias

Pasta das Cidades adultera documento

Pasta das Cidades adultera documento e eleva em R$ 700 milhões projeto da Copa

O Ministério das Cidades, com aval do ministro Mário Negromonte, aprovou uma fraude para respaldar tecnicamente um acordo político que mudou o projeto de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT). Documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Com a fraude, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.
Para tanto, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.

Por Leanro Colon | Agência Estado

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Georreferenciamento e o Bom Senso

Governo amplia prazo para georreferenciamento de imóveis rurais


Agricultores de todo o país, donos de imóveis rurais de até 500 hectares, ganharam novo prazo para apresentar o georreferenciamento de seus imóveis rurais. O decreto 7.620/2011, publicado ontem (22/11/11) no Diário Oficial da União (DOU), estende para 2023, a depender do tamanho da propriedade, a realização do procedimento, exigido pela Lei 10.267/2011.

"A decisão dá segurança jurídica e garante a continuidade da produção, a regularidade da unidade produtiva rural e de comercialização desses agricultores", comemorou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence, que negociou a dilatação do prazo junto à Casa Civil. "Nós estipulamos prazos elásticos que dão conforto econômico e jurídico para que os produtores cheguem a oferecer ao Estado o georreferenciamento determinado na lei", observou.

Pelo decreto, os agricultores que possuem áreas de 250 a 500 hectares passam a ter dez anos -- contados a partir de 2003 -, para executar o georreferenciamento; aqueles que são donos de 100 a 250 hectares terão treze anos; os proprietários de 25 a 100 hectares terão 16 anos; e os agricultores familiares de áreas inferiores a 25 hectares, ganharam 20 anos a partir de 2003 para cumprir a exigência.

O georreferenciamento é um procedimento obrigatório de demarcação de imóveis rurais para agricultores que pretendem desmembrar, remembrar ou vender sua propriedade, alterando o domínio. Se não o fizer dentro do prazo estipulado em decreto, os proprietários ficam impedidos de registrar a operação desejada em cartório. Para executar o georreferenciamento, o dono do imóvel precisa contratar, na iniciativa privada, um técnico em topografia credenciado pelo Incra -- autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) -, que fará a demarcação da propriedade usando tecnologia avançada de instrumentos de GPS para definir o perímetro.

Feita a demarcação, o dono do imóvel rural precisa apresentar a planta e o memorial descritivo do imóvel e certificá-los junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão verifica se o georreferenciamento foi executado respeitando os preceitos técnicos, ou se os limites do imóvel se sobrepõem na base de dados cartográficos do Incra.

"O objetivo é garantir maior segurança jurídica na ocupação do imóvel pelo proprietário, e também ao longo do tempo ir estruturando um mosaico dos imóveis rurais do país, não mais permitindo a sobreposição de imóveis e qualificando a gestão da estrutura fundiária do Brasil", explica Richard Tosino, diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra.

COOPERAÇÃO COM O EXÉRCITO

Diário Oficial da União publicou hoje também o termo de cooperação técnica assinado entre o Incra e o Exército para análise de cerca de 20 mil processos de certificação para imóveis acima de 500 hectares, que estão nas superintendências regionais do Incra. O Exército irá contratar técnicos para análise dos processos e o Incra irá acompanhar, monitorar e coordenar por meio da Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária.

FONTE

Ministério do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação Social MDA
Ludmilla Duarte - Jornalista

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Escolas rurais no Brasil

Manifesto denuncia fechamento de 24 mil escolas rurais no Brasil




Recentemente, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) lançou, junto com outras entidades, manifesto em que denuncia o fechamento de 24 mil escolas no campo no Brasil, desde o ano de 2002. Organizações ressaltam a importância de garantir escola acessível às crianças do campo, bem como uma educação cujo currículo esteja ligado ao contexto dos estudantes. Segundo o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação(MEC), no meio rural havia 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036. O manifesto pode ser assinado neste link (clique para acessar). 

"(...) fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!", diz o manifesto.

Coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara ressalta que fechar as escolas - postura explicada pelo governo com argumentos financeiros - é uma violação ao direito à Educação.

"O fato de nucleizar (eleger uma escola para receber estudantes de várias localidades) tem gerado problemas de deslocamento, de 3 a 4 horas, em veículos ruins, o que é uma condição estressante para as crianças e agressão a qualquer princípio de educação de qualidade", afirma.

Até crianças de três anos de idade têm sofrido deslocamento diário de 3 a 4 horas. Além de enfrentar dificuldades no percurso até a escola, os estudantes se deparam com uma educação de baixa qualidade, acrescenta Daniel.

Para tentar reverter a situação, houve audiência pública com oMinistério da Educação, em agosto de 2011. Contudo, os compromissos assumidos na ocasião não foram cumpridos.

"Vários compromissos e nada foi feito. A gente está pressionando o Ministério por emendas na LBD [Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional] que sejam mais rigorosas quanto ao fechamento de escolas, ouvindo comunidades. Muitas vezes o gestor do município avisa à comunidade que vai fechar a escola 15 dias antes, o que inviabiliza buscar uma alternativa", conta.

Em nível regional, a coordenadora-geral da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade), Camilla Croso, reforça o repúdio ao fechamento das escolas no campo. "A Clade se opõe veementemente ao fechamento. Constitui uma violação gravíssima ao direito à educação e causa extrema preocupação e indignação. É uma afronta, em um momento em que a gente deveria disponibilizar mais escolas no campo", disse, informando que os índices de analfabetismo são "invariavelmente" piores no campo.

Ela explica que a atitude consiste em discriminação e desvalorização do campo. "Essa desatenção ao campo é uma profunda discriminação. Gera tendência a não escolarização total ou à desvalorização do campo, pois se tem que ir à cidade para ter acesso à educação, que está fora do contexto dos estudantes e trata a cultura do campo como inferior", aponta.

Mais do que discriminação, o fechamento das escolas fere as quatro dimensões do direito à Educação -- disponibilidade; acessibilidade; aceitabilidade; e adaptabilidade.

"A escola precisa existir, se não, não há disponibilidade; a distância percorrida pelos alunos até a outra escola mais próxima fere a acessibilidade; já a questão da aceitabilidade diz respeito a um currículo pertinente, com um Projeto Político Pedagógico em sintonia com os Direitos Humanos. Na cidade, o currículo não está em consonância com o contexto dos alunos e a educação vem carregada de violação. Por fim, a adaptabilidade diz que a escola é que tem de se adaptar aos alunos, e tem de ser georreferenciada, o que também é desrespeitado", argumenta.

Camilla informou que a Clade tem pautado o fechamento das escolas do campo no Brasil em todas as reuniões de que participa -- com ministérios, com o Parlamento Latino-Americano (Parlatino) e também em reuniões com organismos internacionais.

Além disso, ela afirma que o fechamento das escolas do campo é uma problemática presente em toda a América Latina, o que instiga a Campanha a agregar países em torno desta demanda.

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Audiência pública na ALMG discute políticas de Educação no Campo

FONTE

Adital
Camila Queiroz - Jornalista

APP e Reserva Legal mais caras do mundo

Perder 24% da área produtiva para recuperar APP e Reserva Legal sairá caro para o Brasil, diz estudo

Recuperar os déficits de Reserva Legal (RL) e Áreas de Proteção Permanente (APPs) ocupadas com agricultura em áreas produtivas pode custar caro para o Brasil e ser especialmente devastador para a economia de estados e municípios majoritariamente dependentes da atividade agrícola e florestal. A conclusão é do novo estudo produzido pelo coordenador daRedeAgro e diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Meloni Nassar e do procurador da Fazenda Nacional e autor dos livros Código Florestal ComentadoCurso de Direito Ambiental e Multa Ambiental, Luís Carlos da Silva Moraes, no momento em que se discute o Código Florestal Brasileiro, cuja revisão tramita agora no Senado Federal.

De acordo com a pesquisa, os 64,8 milhões de hectares a recompor com florestas equivalem a 24% da área total em produção no país. Além dos custos estimados para a execução do reflorestamento, que inclui o cultivo, plantio de mudas e cercamento das áreas, há a perda de arrecadação tributária e o encolhimento da renda agrícola em torno de 20,5%.

Segundo o texto, uma redução de 24% na área produtiva acarretará em um encolhimento de 20,5% - cerca de R$ 36,1 bilhões - na renda total gerada pelo setor agropecuário. Por indução, esta diminuição na renda seria responsável por um impacto adicional de R$ 91,9 bilhões nos demais setores da economia, totalizando uma redução de 3,4% no total produzido pelo Brasil em 2005. "Lembrando que o PIB brasileiro cresceu, em termos nominais, 70% de 2005 a 2010, se trazida para valores de 2010, a perda seria de R$ 218 bilhões", afirma André Nassar.

EFEITO DOMINÓ

Nassar e Moraes estimam ainda uma provável redução de consumo de mais de R$ 67,5 bilhões, resultado direto do impacto da perda da renda em setores diversos da economia. Em arrecadação de tributo, seriam 8,5% a menos, reduzindo a carga tributária de 33,83% do PIB para 30,93%. 

"Os efeitos da retirada desse nível de grandeza da economia têm reflexos inexoráveis, com redução de emprego e renda em toda a cadeia produtiva do agro e que tem a maior parte instalada nos centros urbanos", diz o estudo. 

Para estados do chamado Brasil Central, fronteiras agrícolas responsáveis por boa parte da produção de alimentos e fibras do país, como Mato Grosso, Piauí, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima, os efeitos da perda de área produtiva seriam devastadores, com redução significativa do PIB.

"Uma perda de produção agropecuária nas magnitudes estimadas levaria a um atraso econômico dessas regiões, aprofundando, ainda mais, as desigualdades já existentes no Brasil", diz Nassar, para quem a recuperação de vegetação natural sobre área produtiva puniria com maior vigor aquelas regiões com maior dependência do setor primário, emperrando de vez o processo de diversificação da economia. "Esta conta não será paga apenas no campo. Mesmo nas cidades seus efeitos serão sentidos, na indústria, no comércio e na mesa do consumidor", conclui.

PARA SABER MAIS

Este e outros estudos desenvolvidos estão acessíveis emwww.redeagro.org.br.

FONTE

Catarina Guedes - Jornalista

CHIP DO BOI

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou, no fim de outubro de 2011, que a fábrica do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), vinculado à pasta, iniciou a produção, em escala comercial, do chamado Chip do Boi, dispositivo projetado para identificação do animal e que será inserido em um sistema de rastreamento de gado.
Além disso, nota divulgada no site da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) afirma que o Ceitec chegou à fase final de desenvolvimento do chip CTC13000, voltado para o rastreamento de produtos e processos.

De acordo com o diretor-presidente da empresa, Cylon Gonçalves da Silva, citado pela Finep, o chip CTC13000 tem uma ampla base de aplicação e pode ser usado em praticamente qualquer situação que exija identificação e rastreamento de mercadorias e registro eficaz de informações de produtos e processos. Ele está passando por testes, e a previsão é que o chip comece a ser produzido em massa em março de 2012.

Já o Chip do Boi é o primeiro chip desenvolvido pela fábrica do Ceitece o primeiro dispositivo do gênero a ser produzido em volume no País. Ele está sendo fabricado pela X-FAB, empresa alemã com quem aCeitec firmou um acordo de transferência de tecnologia.

X-FAB é uma das principais fabricantes de semicondutores nas áreas analógica e mixed-signal no mundo. A companhia alemã foi selecionada pela Ceitec para produzir o Chip do Boi em suas instalações, com o objetivo de atender o mercado brasileiro e mundial, uma vez que trabalha com a tecnologia CMOS 0,6 Micron, a mesma que em breve estará disponível na fábrica da Ceitec.

A previsão de demanda doméstica para o chip supera 1,5 milhões de unidades para 2012, com taxa mínima de crescimento esperado de 10% ao ano na próxima década. O Chip do Boi é o primeiro semicondutor desenvolvido em uma empresa nacional que alcança volume de produção em instalações de classe mundial de fabricação de semicondutores.

A fábrica do Ceitec fica em Porto Alegre (RS) e é a primeira fábrica de chips da América Latina. O projeto de R$ 400 milhões foi financiado pelo governo federal. 

FONTE

Inovação Unicamp