Em sua primeira participação no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior(Sinaes), instrumento instituído em 2004 peloMinistério da Educação (MEC) para aferir a qualidade dos cursos de graduação e o desempenho acadêmico dos estudantes, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi apontada como a melhor universidade pública do país. De acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC) gerado pelo processo avaliatório, a instituição obteve conceito 4,69, dentro de um índice que varia de zero a cinco. As notas de três a cinco significam desempenho satisfatório e as de um a dois, insatisfatório.
Ao todo, foram examinadas 2.176 escolas de ensino superior, sendo 229 públicas e 1.947 privadas. Para formular o ICG, o MEC leva em consideração as condições de ensino, em especial as relativas ao corpo docente, às instalações físicas, ao projeto pedagógico e às notas dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes(Enade).
A liderança da Unicamp no ranking estabelecido pelo MEC decorre da execução de uma série ações voltadas ao aperfeiçoamento das atividades nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. As iniciativas envolvem desde investimentos em obras físicas, como construção e remodelação de laboratórios e salas de aula, até o desenvolvimento de programas de incentivo à mobilidade internacional de estudantes e professores, passando pela atualização dos currículos de cursos, entre outras. O pró-reitor de Graduação, professor Marcelo Knobel, lembra que a participação da Unicamp no Sinaes foi precedida de um longo processo de discussão. Inicialmente, a Universidade decidiu não participar da avaliação por considerar que algumas questões não estavam bem resolvidas.
A partir de 2009, porém, os debates em torno da eventual participação da instituição no Sianes foram retomados. "Nós criamos um Grupo de Trabalho, que fez uma série de reflexões. Isso gerou um relatório, que foi posteriormente discutido nas unidades de ensino e pesquisa e nos órgãos colegiados. Ao final das discussões, entendemos que seria importante para a Universidade se submeter à avaliação, inclusive porque, dessa forma, poderíamos contribuir de maneira mais efetiva, por meio da apresentação de críticas e sugestões, para o aperfeiçoamento do processo", explica. Knobel observa que apesar de a mídia dar mais destaque à nota do Enade, ela é somente um dos pontos analisados pelo MEC para a definição do IGC. Sobre esse assunto especificamente, o pró-reitor de Graduação lembra que houve um boicote parcial por parte de alunos de alguns cursos, que se negaram a fazer a prova.
Tal postura, prossegue Knobel, também gerou um debate interno muito positivo sobre a validade desse tipo de exame. "Tanto eu quanto assessores da Pró-Reitoria de Graduação participamos de diversos debates e mesas-redondas sobre o tema, que geraram reflexões muito interessantes. Quanto ao resultado do Sinaes em si, ele nos enche de orgulho". O pró-reitor de Graduação ressalta que o bom desempenho alcançado pela Unicamp no ranking do MEC está relacionado a um conjunto de ações e programas. Ele destaca, por exemplo, o papel do vestibular, que promove uma seleção rigorosa dos alunos de graduação -- no atual certame, são 61 mil candidatos para 3.200 vagas. Ou seja, apenas os melhores estudantes têm condição de ingressar na Universidade.
O mesmo ocorre em relação a professores e funcionários, que também são contratados depois de criteriosos processos seletivos. "Além disso, estamos investindo fortemente em algumas áreas, entre as quais a de infraestrutura. Nos últimos dois anos, lançamos editais no valor de R$ 8 milhões para oferecer melhores condições ao ensino de graduação. Fora isso, oferecemos inúmeras formas de apoio aos estudantes, como a concessão de bolsas moradia, pesquisa, alimentação etc. E ainda executamos diversos programas para valorizar a atividade docente e estimular a mobilidade internacional de alunos e professores. Combinadas, essas ações fazem com que a Universidade esteja sempre em busca da excelência para as suas diferentes atividades", analisa Knobel.
FRONTEIRA DO CONHECIMENTO
O pró-reitor de Pesquisa, professor Ronaldo Aloise Pilli, raciocina na mesma linha. Segundo ele, a Unicamp sempre valorizou, desde a sua fundação, há 45 anos, o binômio ensino e pesquisa. "Nós acreditamos que o ensino de boa qualidade, seja o de graduação, seja o de pós-graduação, não pode vir dissociado das atividades de pesquisas que estejam na fronteira do conhecimento. Isso exige, evidentemente, bons estudantes e bons professores. Nesse sentido, nós temos cuidado com particular empenho da renovação do quadro docente da Universidade", afirma. Além disso, continua Pilli, a Pró-Reitoria de Pesquisa oferece um programa denominado Papdic [Programa Auxílio à Pesquisa para Docente em Início de Carreira], cujo objetivo é favorecer a implantação de grupos de pesquisa por parte de jovens docentes. No último ano, 76 deles foram beneficiados com a medida.
Na prática, isso significa que o professor recém-contratado que conseguir ter um projeto seu aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) pode pleitear recursos por parte da Unicamp da ordem de R$ 40 mil. "Desse dinheiro, R$ 12 mil devem ser utilizados para investimento em laboratório e em participação em congressos no exterior. O restante é para ser aplicado numa bolsa de mestrado por um período de dois anos", pormenoriza o pró-reitor de Pesquisa. Ademais, esse jovem docente também pode solicitar até quatro bolsas ao Programa de Iniciação Científica mantido pela Unicamp. "Com isso, ele já pode estruturar o seu grupo de pesquisa. Trata-se de um diferencial importante, pois outras universidades, também qualificadas, dificilmente oferecem esse tipo de apoio", reforça Pilli.
Outra política destacada pelo pró-reitor de Pesquisa é a que apoia a vinda de professores estrangeiros para atuarem juntos aos programas de pós-graduação. A iniciativa conjunta da PRP e PRPG financia a viagem, hospedagem, seguro-saúde e pró-labore do visitante, que permanece na Unicamp por até 60 dias. "Também financiamos a ida de nossos professores e pós-graduandos para as instituições parceiras no exterior, como forma de proporcionar-lhes maior experiência internacional", afirma Pilli. No que toca à infraestrutura, o dirigente informa que a Universidade destinou até o momento R$ 12 milhões dos recursos orçamentários para a readequação de laboratórios de pesquisa. O dinheiro é aplicado em obras físicas e modernização dos sistemas elétrico, hidráulico e de climatização.
Embora todas essas ações provoquem impacto positivo no desempenho da graduação, visto que ensino e pesquisa são indissociáveis, o pró-reitor de Pesquisa considera que um dos programas que mais contribui para qualificar esse nível de ensino é a iniciação científica. Ao tomarem contato precocemente com os métodos de investigação, os estudantes ampliam o conhecimento adquirido em sala de aula e ganham maturidade. "A iniciação científica traz ainda outros ganhos. Normalmente, os alunos que participam do programa têm um desempenho melhor na graduação e concluem em menor tempo a dissertação de mestrado. Além disso, o programa contribui para reduzir a taxa de evasão, visto que os estudantes se tornam muito mais motivados". O último Congresso Interno de Iniciação Científica da Unicamp, que completou 19 edições, contou com a participação de 1.300 trabalhos de todas as áreas do conhecimento. Destes, 20 foram escolhidos por um comitê externo, formado por bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como os melhores do evento. Os autores receberam um prêmio de R$ 3 mil, mais ajuda de custo (viagem e hospedagem) para apresentar seus estudos na próxima reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorrerá em São Luís, capital do Maranhão, em julho de 2012.
Conforme Pilli, o desempenho da graduação da Unicamp na avaliação do MEC é consequência da conjugação desses e de outros fatores. "Nós temos a melhor média nacional da pós-graduação, segundo aCapes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão do MEC). Temos também a melhor média de publicações per capita do Brasil e somos a Universidade com o maior número de patentes depositadas. Todos esses elementos nos permitiam imaginar que a graduação poderia ter um bom desempenho, visto que todas essas áreas funcionam como vasos comunicantes. Se uma instituição não tem uma boa graduação, é pouco provável que tenha uma pós de qualidade. Além disso, boa parte das atividades de pesquisa de uma universidade como a Unicamp é feita pelos pós-graduandos. Então, para mim soa natural que a graduação seja bem avaliada. Evidentemente, o fato de termos ficado na primeira posição nos orgulha muito".
Instado a lançar o olhar para o futuro, o pró-reitor de Pesquisa pensa que o principal desafio da Unicamp nos próximos anos é investir cada vez mais na qualificação das atividades ensino, pesquisa e extensão. "Em minha opinião, a Universidade dificilmente conseguirá ampliar significativamente o seu quadro discente, sob o risco de perder qualidade. Assim, penso que a nossa missão será aperfeiçoar nossas competências. Uma boa maneira de fazer isso é olhar para as unidades de ensino e pesquisa que já alcançaram um padrão de excelência internacional e aproveitarmos essa experiência para qualificar aquelas que ainda não atingiram o mesmo patamar. Além disso, temos que continuar selecionando os melhores alunos e docentes e adotar políticas que simplifiquem procedimentos em todos os níveis, de modo a tornar a gestão mais eficiente".
INTERNACIONALIZAÇÃO
O pró-reitor de Pós-Graduação, professor Euclides de Mesquita Neto, enfatiza igualmente os avanços proporcionados às áreas de ensino e pesquisa pelos investimentos em infraestrutura. "Na Unicamp, a pesquisa é feita com a participação da pós-graduação. Assim, quando aprimoramos a infraestrutura da pesquisa, estamos melhorando também a de pós. Indiretamente, isso ainda traz benefícios para a graduação, uma vez que esse nível de ensino não está apartado das demais áreas", explica. O dirigente chama a atenção para a ênfase que Administração Superior tem dado ao processo de internacionalização, ação classificada por ele como fundamental para elevar a Unicamp à categoria de universidade de classe mundial.
Dentre as iniciativas já adotadas nesse sentido, Mesquita Neto cita a versão em inglês e espanhol do site da Universidade, o que garante maior visibilidade às atividades da instituição no exterior. "Também criamos disciplinas junto à DAC [Diretoria Acadêmica] que permitem que alunos de graduação e pós-graduação entrem ou saiam daUnicamp a qualquer momento para participar de programas de mobilidade internacional. Temos feito diversas visitas a instituições estrangeiras com o objetivo de estabelecer colaborações estratégicas que permitam novos intercâmbios de estudantes e professores. Além disso, nos últimos três anos um de nossos programas investiu perto de R$ 1 milhão para apoiar 69 propostas de ida de docentes ao exterior, acompanhados de um doutorando ou pós-doutorando".
Em relação às recentes e futuras medidas voltadas à qualificação do ensino e pesquisa, o pró-reitor de Pós-Graduação expõe que uma das definições tiradas da Avaliação Institucional 2004/2008 foi a construção de um conjunto de prédios para fortalecer a infraestrutura da área de humanas. Edital nesse sentido já está sendo lançado. "Além disso, estamos elaborando também uma chamada para a criação de um conjunto de laboratórios para o uso de múltiplas unidades e dando prosseguimento ao processo de renovação do quadro docente. O esforço é no sentido de repor pelo menos 50 professores ao ano. Para atrair interessados de todas as partes do mundo, estamos permitindo que o concurso seja feito em inglês", destaca Mesquita Neto.
Quanto à avaliação do MEC, o dirigente considera que ela é o resultado de um planejamento que vem sendo executado desde a fundação da Unicamp, mas que ganhou nova dimensão a partir do advento da autonomia universitária, em 1989. "Atualmente, a Universidade tem dois terços do seu quadro docente com doutorado ou pós-doutrado no exterior, 98% com o título mínimo de doutor, 90% com dedicação integral à carreira e 90% participando das atividades de pós-graduação. Tudo isso sem dúvida contribui para o êxito da graduação". Sobre o futuro, Mesquita Neto pensa que a instituição tem por tarefa aprofundar o processo de modernização da sua infraestrutura, consolidar cursos e espaços inter e multidisciplinares, ampliar o grau de internacionalização e seguir fortalecendo o programa de estágio docente, entre outras medidas.
OBRAS
No que diz respeito à infraestrutura física dos campi em Campinas, Limeira e Piracicaba, apenas nos últimos dois anos, os investimentos em obras chegaram a R$ 106 milhões. Ao todo, entre construções, reformas, benfeitorias e serviços de conservação, foram realizados no período 45 mil metros quadrados de obras físicas. Dessas, 14 mil metros quadrados referem-se a edificações novas ou ampliações, 8,6 mil metros quadrados a reformas e 22,5 mil metros quadrados a obras de infraestrutura.
"Já há alguns anos a Unicamp vem dando uma atenção especial à infraestrutura física, que tem impacto importante nas atividades de ensino e pesquisa", diz o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Paulo Eduardo Rodrigues da Silva. Entre as principais obras executadas nos últimos dois anos, destacam-se as reformas das salas de aula do Ciclo Básico II e das salas de aula do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), a construção dos edifícios da pós-graduação da FCM, e do edifício para o Centro de Estudo do Petróleo (Cepetro) e Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe). Parte significativa dos investimentos relaciona-se ao Instituto de Artes (IA), cuja produção acadêmica tem forte expressão no País. São ao todo 13 projetos, totalizando investimentos da ordem de R$ 12 milhões.
Ainda na área de infraestrutura para as atividades de ensino e pesquisa, o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) recebeu nos últimos anos o aporte da ordem de R$ 9,2 milhões, destinados pelo Programa FAP-Livros, mantido pela Fapesp. Os recursos permitirão a aquisição de mais 75 mil livros até o final de 2011, a maioria editada no exterior. Com a chegada desses títulos, a universidade deverá se aproximar da marca de um milhão de volumes impressos disponíveis. Atualmente, o SBU soma 846.553 unidades, sem contar os mais de 252 mil e-books [livros eletrônicos].
Outra ação importante no período foi a instalação de um novo software de gerenciamento do catálogo bibliográfico do SBU, a Base Acervus. O novo dispositivo proporcionou uma melhor gestão dos acervos realizado pelas bibliotecas, bem como maior agilidade no oferecimento de novos serviços à comunidade acadêmica, entre eles a renovação de livros on-line, realizada com a senha individual do usuário. Esse novo serviço possibilitou que a comunidade acadêmica realizasse, em 2009 e 2010, mais de 900 mil ações de renovação e reserva de materiais bibliográficos via Web.
FONTE
Jornal da Unicamp
Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unicamp
Manuel Alves Filho - Jornalista
sábado, 3 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Representantes do povo Ignoram o povo
77% dos congressistas ignoram e-mails de eleitores
Só 25% têm sites e publicam comentários de internautas...
...pesquisa mostra Câmara e Senado distantes do mundo online.
Extensa pesquisa feita pela agência digital Medialogue sobre como os senadores e os deputados federais se comportam na internet mostra que a maior parte do Congresso Nacional ainda vive num mundo analógico.
Foi realizado um teste: cada senador e cada deputado recebeu um e-mail com perguntas sobre como encontrar mais informações sobre o seu trabalho na internet, como gastos de gabinete, agenda oficial e outros endereços de contato.
Dos 81 senadores, apenas 11 (14% do total) se dispuseram a dar alguma satisfação. Dos 513 deputados, só 124 (24% do total) responderam. Ou seja: dos 594 políticos que compõem o Congresso Nacional, 77% ignoram mensagens de interessados em seu trabalho.
Fernando Rodrigues
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Safrinha do milho: a nossa salvação
Sem a safrinha, a carência seria de 13 milhões de toneladas de milho
O que fazer com a produção de milho safrinha? Hoje, o conceito de segunda safra de milho já se consolidou e o termo safrinha apenas é lembrado pelas iniciativas feitas há mais de uma década em diversos estados brasileiros. Odacir Klein, presidente-executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), destaca um "detalhe" inquestionável quando o debate são os investimentos maciços feitos nessa época de plantio. "A produção da safra de verão de milho deverá chegar a 37 milhões de toneladas. Já a da segunda safra chegará a 27 milhões. Temos um consumo interno de 50 milhões de toneladas de milho. Ora, sem a segunda safra, teríamos uma carência de 13 milhões de toneladas do cereal", pontua.
Klein ainda reforça que a segunda safra de milho é fundamental para o abastecimento do país e para que sejam criados excedentes exportáveis. Somente em Mato Grosso, principal estado produtor, a produção chegará a 9,4 milhões de toneladas, ultrapassando o Paraná, no patamar de nove milhões de toneladas. Mesmo antes de semeado, o milho segunda safra, que começará a ser plantado após a colheita da soja no estado de Mato Grosso, tem expressiva parcela já vendida. Entre os principais mercados consumidores, destaque para Arábia Saudita, Colômbia e Coreia do Sul.
Nesse cenário, entre as previsões apontadas por Odacir, estão o aumento da demanda por proteínas animais, o crescimento do volume de milho para etanol, aumentos expressivos da produtividade e três situações que deverão ocorrer no mercado internacional: a China aumentará as importações, a Argentina buscará agregar valor ao cereal, transformando o milho em combustível e em rações para aves, e os Estados Unidos passarão por um cenário competitivo entre o milho destinado para etanol e a quantidade do cereal que deverá ser destinada às exportações.
LIDERANÇA NA PRODUÇÃO
Parte dessa conjuntura será comum ao Brasil, na visão do produtor rural e prefeito do município de Lucas do Rio Verde (MT) Marino José Franz. "O Mato Grosso deverá agregar valor ao produto. Temos um potencial muito grande, mas temos também que diversificar nossa produção, viabilizando o segmento de carnes. Essa será a principal maneira de viabilizarmos nosso principal negócio, a agricultura", disse.
E em uma situação semelhante aos Estados Unidos, maiores produtores de etanol a partir do milho, Marino destaca que a falta de logística de Mato Grosso levará o Estado a investir nessa possibilidade. "Reproduzo aqui uma afirmação do ex-governador, Blairo Maggi: iremos produzir etanol a partir do milho", destacou.
O prefeito apresentou em painel sobre o escoamento da produção do milho segunda safra dados que colocarão o estado de Mato Grosso na liderança da produção agrícola. "Mato Grosso é a única região viável para o plantio da segunda safra em escala no mundo", afirmou. A projeção de Marino Franz é que a produção de milho ultrapasse as 16 milhões de toneladas em 2014, com mais 10 milhões de hectares de área sendo incorporados à agricultura provenientes de pastagens. "Não haverá estrada para suportar essa produção. É sete vezes mais em conta transportar frango do que milho. Por isso, o setor de carnes viabilizará nosso principal negócio", antecipou.
Diante desse contexto, o prefeito reforçou o crescimento do município proporcionado pela agricultura. De R$ 106 mil em 1996, o PIB subiu para R$ 1,3 milhão em 2011. "O próprio Brasil não conhece o potencial do nosso estado. Ou temos opções concretas para melhorias na logística de transporte, com a viabilização de ferrovias para nos ligar ao Pacífico, ou teremos realmente que investir em consumo", frisou. Hoje, o custo do frete de grãos até o porto mais próximo representa mais de 45% do valor obtido pela venda de uma tonelada de grãos. Já em Ponta Grossa, no Paraná, esse valor representa apenas 8%.
Mais informações: www.seminariomilhosafrinha.com.br.
FONTE
Embrapa Milho e Sorgo
Guilherme Viana - Jornalista
A terra preta dos índios e o efeito estufa
Solo produzido por índios da Amazônia
pode frear efeito estufa
pode frear efeito estufa
Um grupo de agrônomos liderados pelo professor José Marques Júnior, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Câmpus de Jaboticabal, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriu oito sítios de terra preta de índio ou terra preta arqueológica no Arco do Desmatamento, uma região da Amazônia Legal que vai do Acre ao Maranhão.
Segundo o pesquisador, a terra preta de índio, também conhecida por carbono biológico (ou biochar, em inglês) é obtida a partir da queima de biomassa - resíduos de vegetais e animais - pelo método da pirólise, isto é, combustão em elevada temperatura sem oxigênio. A descoberta foi feita durante a coleta de amostras de solo para um estudo de aptidão agrícola no sul do Estado do Amazonas, pelo Grupo de Pesquisa Caracterização do Solo para Fins de Manejo Específico, coordenado por Marques Jr. (leia ao final da matéria).
Marques Jr. explica que esse produto reúne significativos teores de nutrientes de plantas, principalmente cálcio, fósforo e carbono orgânico. Por ser formada na ausência do oxigênio, essa cadeia química torna-se difícil de ser decomposta por microrganismos, razão pela qual o carbono apresenta elevada estabilidade no solo. Essa permanência do carbono orgânico na terra resulta na diminuição de pelo menos 25% do impacto da atividade agrícola no lançamento de gás carbônico (CO2) para a atmosfera.
O biochar tem também um mecanismo que mantém a fertilidade do solo. "Em linguagem comum, o carbono estável libera nutrientes em proporções adequadas no decorrer das atividades agrícolas", esclarece o pesquisador. E mais: análises baseadas no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) indicaram tratar-se de terra resistente à compactação, ou seja, com boa estrutura para manter culturas variadas.
HERANÇA INDÍGENA
Não se sabe ao certo a origem do biochar. Uma explicação possível é a de que ele teria se formado com o costume dos povos pré-colombianos de atear fogo aos seus resíduos orgânicos, inclusive utensílios cerâmicos.
O material encontrado em seis áreas particulares nos arredores do município de Humaitá e duas no km 180 da Transamazônica, em Santo Antonio do Matopi, representa "uma dádiva do índio amazonense à agricultura, por seu potencial para combater a infertilidade do solo da região", de acordo com Marques. Para ele, o achado pode levar à compreensão da gênese e evolução desse produto, por meio do estudo de seus atributos físicos, químicos e mineralógicos.
O professor diz que o biochar desperta o interesse mundial pelo benefício que pode trazer para a agricultura, a partir do domínio de sua técnica. Uma possibilidade seria sua produção em larga escala como fertilizante e para sequestro de carbono e outros gases do efeito estufa, retendo-os assim no solo. "Não deixa de ser curioso encontrar nesse legado ancestral a inovação para as práticas agrícolas contemporâneas", conclui Marques Jr.
Uso racional do solo
O estudo de aptidão agrícola no Arco do Desmatamento é uma parceria entre a Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias(FCAV), Câmpus de Jaboticabal, e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Câmpus de Humaitá, para identificar o impacto no solo da conversão da floresta em fazendas para exploração agropecuária. O projeto tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e deve ser concluído em 2012.
A equipe espera fornecer informações para auxiliar no planejamento estratégico de uso do solo dos campos naturais na região Amazônica.
O agrônomo José Marques Jr., professor do Departamento de Solos e Adubos da FCAV, coordena o Grupo de Pesquisa Caracterização do Solo para Fins de Manejo Específico (CSME) - www.csme.com.br -, que congrega pesquisadores de diversos departamentos da unidade. Atuando em diferentes áreas do conhecimento, o grupo busca desenvolver e divulgar novas tecnologias que atendam requisitos do desenvolvimento sustentável.
Para isso faz uso da multidisciplinaridade para encontrar soluções práticas com base em ciência básica. Pela sua atuação no setor, em agosto, Marques Jr. foi indicado diretor da Regional São Paulo daSociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS).
FONTE
Genira Chagas - Jornalist
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Lábios Carnudos, a febre do exagero
Jovem aplica mais de 100 injeções de silicone para aumentar os lábios
Kristina Rei antes e depois das aplicações (Fotos: Reprodução/The Sun)
Em entrevista ao britânico "The Sun”, Kristina contou que foi atrás de tratamento por considerar seus lábios “finos e feios”. "Amo os lábios grandes da Jessica Rabbit. Ela é o meu ideal de mulher perfeita", declarou.
A primeira injeção de botox foi aplicada quando a russa tinha 17 anos. Ao jornal, ela admitiu ser viciada. "Alguns amigos dizem para eu parar, mas ainda não estou satisfeita", afirmou, acrescentando: “Sei que algumas pessoas pensam que fiquei ridícula, mas não me importo.”
Além da mudança nos lábios, a jovem pretende turbinar os seios e fazer cirurgia plástica no nariz e nas orelhas.
Yahoo notícias
Pasta das Cidades adultera documento
Pasta das Cidades adultera documento e eleva em R$ 700 milhões projeto da Copa
O Ministério das Cidades, com aval do ministro Mário Negromonte, aprovou uma fraude para respaldar tecnicamente um acordo político que mudou o projeto de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT). Documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).Com a fraude, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.
Para tanto, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.
Por Leanro Colon | Agência Estado
Para tanto, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.
Por Leanro Colon | Agência Estado
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Georreferenciamento e o Bom Senso
Governo amplia prazo para georreferenciamento de imóveis rurais
Agricultores de todo o país, donos de imóveis rurais de até 500 hectares, ganharam novo prazo para apresentar o georreferenciamento de seus imóveis rurais. O decreto 7.620/2011, publicado ontem (22/11/11) no Diário Oficial da União (DOU), estende para 2023, a depender do tamanho da propriedade, a realização do procedimento, exigido pela Lei 10.267/2011.
"A decisão dá segurança jurídica e garante a continuidade da produção, a regularidade da unidade produtiva rural e de comercialização desses agricultores", comemorou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence, que negociou a dilatação do prazo junto à Casa Civil. "Nós estipulamos prazos elásticos que dão conforto econômico e jurídico para que os produtores cheguem a oferecer ao Estado o georreferenciamento determinado na lei", observou.
Pelo decreto, os agricultores que possuem áreas de 250 a 500 hectares passam a ter dez anos -- contados a partir de 2003 -, para executar o georreferenciamento; aqueles que são donos de 100 a 250 hectares terão treze anos; os proprietários de 25 a 100 hectares terão 16 anos; e os agricultores familiares de áreas inferiores a 25 hectares, ganharam 20 anos a partir de 2003 para cumprir a exigência.
O georreferenciamento é um procedimento obrigatório de demarcação de imóveis rurais para agricultores que pretendem desmembrar, remembrar ou vender sua propriedade, alterando o domínio. Se não o fizer dentro do prazo estipulado em decreto, os proprietários ficam impedidos de registrar a operação desejada em cartório. Para executar o georreferenciamento, o dono do imóvel precisa contratar, na iniciativa privada, um técnico em topografia credenciado pelo Incra -- autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) -, que fará a demarcação da propriedade usando tecnologia avançada de instrumentos de GPS para definir o perímetro.
Feita a demarcação, o dono do imóvel rural precisa apresentar a planta e o memorial descritivo do imóvel e certificá-los junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão verifica se o georreferenciamento foi executado respeitando os preceitos técnicos, ou se os limites do imóvel se sobrepõem na base de dados cartográficos do Incra.
"O objetivo é garantir maior segurança jurídica na ocupação do imóvel pelo proprietário, e também ao longo do tempo ir estruturando um mosaico dos imóveis rurais do país, não mais permitindo a sobreposição de imóveis e qualificando a gestão da estrutura fundiária do Brasil", explica Richard Tosino, diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra.
COOPERAÇÃO COM O EXÉRCITO
O Diário Oficial da União publicou hoje também o termo de cooperação técnica assinado entre o Incra e o Exército para análise de cerca de 20 mil processos de certificação para imóveis acima de 500 hectares, que estão nas superintendências regionais do Incra. O Exército irá contratar técnicos para análise dos processos e o Incra irá acompanhar, monitorar e coordenar por meio da Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária.
FONTE
Ministério do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação Social MDA
Ludmilla Duarte - Jornalista
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