sábado, 17 de setembro de 2011
Magid Elie khouri: Agora o cerrado é nosso
Magid Elie khouri: Agora o cerrado é nosso: Rpresentantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Frente Parlamentar Ambientalista , associações de meio ambiente e ONG´s ambientais...
Educação é assim: tempo integral
O Ministério da Educação (MEC) e entidades do setor estudam aumentar o número de horas do aluno na escola. As possibilidades em análise são elevar a carga horária diária, que hoje é de quatro horas, ou ampliar o número de dias letivos, atualmente definido em 200 dias, informou o ministro da educação Fernando Haddad. Atualmente, a criança ou o adolescente deve ficar 800 horas por ano na sala de aula, carga considerada baixa quando comparada à de outros países, segundo Haddad.
"O aprendizado está relacionado à exposição ao conhecimento. Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento seja porque a carga horária diária é baixa ou porque o número de dias letivos é inferior ao de demais países", disse o ministro, após participar da abertura do Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente, promovido pelo movimento Todos pela Educação.
Para manter o estudante mais tempo na escola, Haddad avalia antecipar a meta de ter metade das escolas públicas funcionando em regime integral, prevista para ser cumprida até 2020, ou até mesmo enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. "Não vamos encaminhar projeto de lei antes de receber o aval daqueles que vão executar isso. A ideia é aumentar o número de horas por ano que a criança fica sob a responsabilidade da escola", explicou.
O estudo está sendo feito em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
O ministro reconhece que a medida exigirá mais recursos da pasta. Segundo ele, uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso Nacional, é elevar para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos no setor. O novo PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir até 2020.
FONTE
Agência Brasil
Carolina Pimentel - Repórter
Lílian Beraldo - Edição
"O aprendizado está relacionado à exposição ao conhecimento. Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento seja porque a carga horária diária é baixa ou porque o número de dias letivos é inferior ao de demais países", disse o ministro, após participar da abertura do Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente, promovido pelo movimento Todos pela Educação.
Para manter o estudante mais tempo na escola, Haddad avalia antecipar a meta de ter metade das escolas públicas funcionando em regime integral, prevista para ser cumprida até 2020, ou até mesmo enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. "Não vamos encaminhar projeto de lei antes de receber o aval daqueles que vão executar isso. A ideia é aumentar o número de horas por ano que a criança fica sob a responsabilidade da escola", explicou.
O estudo está sendo feito em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
O ministro reconhece que a medida exigirá mais recursos da pasta. Segundo ele, uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso Nacional, é elevar para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos no setor. O novo PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir até 2020.
FONTE
Agência Brasil
Carolina Pimentel - Repórter
Lílian Beraldo - Edição
Agora o cerrado é nosso
Rpresentantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Frente Parlamentar Ambientalista, associações de meio ambiente e ONG´s ambientais defenderam ontem (14/09/11), durante encontro na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), a criação de uma lei específica para o Cerrado, em caráter emergencial, para conter a devastação do segundo maior bioma do País.
Os parlamentares ambientalistas pretendem propor uma legislação nos mesmos moldes da Lei da Mata Atântica, para que haja um marco regulatório em relação às atividades de exploração econômica no Cerrado. A região, chamada de savana brasileira, tem se destacado por apresentar atualmente a maior produção de grãos do Brasil.
As queimadas, desmatamento, mineração, exploração carvoeira, agricultura ostensiva e irrigação indevidas ameaçam as bacias hidrográficas do Cerrado, considerado berço das águas, alertou aFrente Parlamentar Ambientalista.
De acordo com o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), a contradição do processo está no fato de que o bioma é encarado por muitos apenas como fronteira de expansão agrícola, mas a produção de água desse ecossistema, que abrange pelo menos três das principais bacias brasileiras, já é avaliada em estado crítico.
Estiveram presentes ao encontro o representante do MMA, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Roberto Vizentin; o diretor da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani; e o deputado distrital Joe Valle (PSB-DF).
Também participaram do evento integrantes do Programa Colmeia, localizado em Barreiras (BA), que integra treze projetos de geração de rendas em comunidades tradicionais. A organização apresentou produtos elaborados a partir de matérias-primas típicas do Cerrado, como capim-dourado, palha-de-coco, algodão e sementes.
FONTE
Ministério do Meio Ambiente
Carine Corrêa - Jornalista
Os parlamentares ambientalistas pretendem propor uma legislação nos mesmos moldes da Lei da Mata Atântica, para que haja um marco regulatório em relação às atividades de exploração econômica no Cerrado. A região, chamada de savana brasileira, tem se destacado por apresentar atualmente a maior produção de grãos do Brasil.
As queimadas, desmatamento, mineração, exploração carvoeira, agricultura ostensiva e irrigação indevidas ameaçam as bacias hidrográficas do Cerrado, considerado berço das águas, alertou aFrente Parlamentar Ambientalista.
De acordo com o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), a contradição do processo está no fato de que o bioma é encarado por muitos apenas como fronteira de expansão agrícola, mas a produção de água desse ecossistema, que abrange pelo menos três das principais bacias brasileiras, já é avaliada em estado crítico.
Estiveram presentes ao encontro o representante do MMA, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Roberto Vizentin; o diretor da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani; e o deputado distrital Joe Valle (PSB-DF).
Também participaram do evento integrantes do Programa Colmeia, localizado em Barreiras (BA), que integra treze projetos de geração de rendas em comunidades tradicionais. A organização apresentou produtos elaborados a partir de matérias-primas típicas do Cerrado, como capim-dourado, palha-de-coco, algodão e sementes.
FONTE
Ministério do Meio Ambiente
Carine Corrêa - Jornalista
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A MULHER DO PADEIRO. Tudo vale a pena se a causa não é pequena.
Consta que a vizinha deu. Nunca se sabe -diria Machado de Assis, que acreditava e desacreditava em tudo. Tenho para mim que não deu. Mas é uma opinião pessoal e interesseira. Eu também queria, mas não cheguei à greve de fome, como chegou agora o bispo que é contra a transposição do rio São Francisco.
Como ia dizendo, admiro as soluções radicais, os quase-suicidas que sobem nos edifícios ou pontes e ameaçam se atirar caso não arranjem emprego ou a mulher não volte para o lar -o que costuma acontecer em quase todo mundo, inclusive no Japão, onde o haraquiri é um estilo de morrer pela honra ou pela falta de honra.
Não faz tempo, um deputado (ou senador, não tenho certeza) fez greve de fome no Congresso para conseguir a criação de um novo Estado da Federação. Não sei se a greve influiu no caso, o fato é que criaram o Estado do Tocantins.
Leio o noticiário a respeito da greve do bispo. Acho salutar um bispo fazer greve, sem entrar no mérito da questão. Lembro apenas que o projeto é antigo, não exatamente do governo Lula, envolve questões técnicas e polêmicas e vem se arrastando há alguns anos. Mas deixa pra lá.
Volto à questão das greves lembrando um filme francês que fez sucesso mundial e virou até marchinha de nosso Carnaval: "A Mulher do Padeiro". Ela seria aquilo que o citado Machado de Assis chamaria de "patusca". Dava para todos. O padeiro não sabia, quando soube, fez greve profissional: deixou de fazer pão.
A clientela protestou, tentou regenerar a pecadora. Nenhuma preocupação com a virtude, mas com a necessidade do pão de cada dia. Tudo vale a pena se a causa não é pequena.
Carlos Heitor Cony
Desaceleração da economia brasileira preocupa Argentina
As recentes mudanças na economia do Brasil vêm preocupando cada vez mais os economistas argentinos, que temem os reflexos do que chamam de desaceleraçãobrasileira. Essa preocupação também vem gerando um debate sobre o nível de dependência da Argentina em relação ao Brasil. Entre os principais temores dos economistas estão a desvalorização do real na comparação com o dólar e a suspensão da produção em algumas fábricas do setor automotivo, que acumulam estoques no país.
"Quase 50% do total das exportações argentinas se resumem em duas palavras: Brasil e soja", disse à BBC Brasil o economista Jorge Vasconcelos, do Instituto de Estudos sobre a Realidade Argentina e Latino-Americana (IERAL).
Para se ter uma ideia da amplitude dessa relação, o Brasil é o destino de 43% das exportações industriais argentinas, sendo que o setor automotivo lidera a lista dos produtos industriais enviados para o mercado brasileiro.
Assim, segundo o economista, se o Brasil comprar menos automóveis, a Argentina também produzirá e venderá menos carros para o seu vizinho, podendo afetar o ritmo da sua própria economia. "Nossa indústria cresceu nos últimos anos porque o Brasil cresceu e aumentou o número de consumidores. Por isso, aqui estamos constantemente de olho no que acontece no nosso vizinho", disse, sob condição de anonimato, o presidente de uma das principais montadoras europeias na Argentina.
DESACELERAÇÃO
Vasconcelos afirma que a "desaceleração" da economia brasileira está entre os principais temores do governo argentino: "Hoje, nossa preocupação é com os efeitos que a incerteza europeia pode gerar nas nossas economias, com a desaceleração da economia brasileira, nosso principal parceiro comercial."
No entanto, o economista afirma que, diferentemente de 2009, logo após a crise financeira, a preocupação agora não é com uma recessão no Brasil, mas com "um freio no comércio com a Argentina".
Ele recordou que este ano as exportações argentinas crescem a um ritmo cerca de 20% maior do que em 2010, mas que teme-se que esse ritmo caia a partir deste mês [setembro 2011] e continue em queda em 2012. A outra "dependência", disse, é em relação aos movimentos do real frente à moeda americana.
"Nos últimos dias, o real passou de 1,58 para 1,72 e aqui acendemos a luz amarela porque ninguém sabe onde vai chegar. O real mais desvalorizado frente ao dólar deixa o peso argentino menos competitivo e torna os negócios com o Brasil menos rentáveis", afirmou.
CONCENTRAÇÃO DE DESTINOS
Em termos globais, estima-se que o Brasil é o endereço de mais de 20% das exportações argentinas. O economista Marcelo Elizondo, da consultoria Desenvolvimento de Negócios Internacionais (DNI), realizou um estudo para o suplemento de economia do jornal Clarín, enfatizando "a concentração de destinos" das exportações argentinas e a dependência brasileira.
"A Argentina criou uma dependência crescente do Brasil", disse, observando que em 2005, a Argentina enviava para o Mercosul 47% da sua produção automotiva, 20% para NAFTA e 8,5% para a União Europeia (UE) e o restante dos mercados. No ano passado, 80% desta exportação foram para o Mercosul, 5,8% para NAFTA e 4,9% a UE.
Em entrevista à BBC Brasil, Elizondo destacou que as exportações globais da Argentina cresceram 70% nos últimos cinco anos, mas que para o Brasil o salto, no mesmo período, foi de 125%.
"Diante destes dados é claro que estou preocupado com o que ocorre na economia brasileira. Nos últimos anos, a Argentina desviou comércio de outros mercados e aumentou sua dependência do mercado brasileiro."
Elizondo defendeu que a Argentina também intensifique suas exportações para outros países e blocos. "Eu não acho que o Brasil vai entrar em crise. Mas se a economia do Brasil desacelerar, afetará o crescimento econômico argentino", disse.
Para ele, é preocupante a notícia sobre a menor atividade industrial brasileira. "A Argentina perdeu competitividade, diante dos seus altos custos de produção e o Brasil (como importador) acabou anestesiando esta nossa falta de competitividade."
ESTANCAMENTO
Economistas entendem que a inflação é um dos motivos para o aumento nestes custos internos de produção. Outra consultoria econômica, a Ecolatina, divulgou que "preocupa a possibilidade de um estancamento da economia brasileira".
Os possíveis efeitos do comportamento da economia brasileira foi um dos temas da entrevista que a presidente do Banco Central argentino, Mercedes Marcó del Pont, deu à emissora de televisão CN23.
Ela afirmou que a alta do dólar na Argentina, cotado a 4,24 pesos, está ligado ao período pré-eleitoral diante da eleição presidencial de outubro e não em função do comportamento do real. "Para a Argentina, prejudica muito mais um Brasil que não cresce, que não seja competitivo, do que um Brasil que controle sua moeda", disse.
Esta semana, os principais jornais argentinos destacaram informações sobre a situação da economia brasileira. "O novo perigo brasileiro. Em uma semana, o dólar subiu mais de 5% no Brasil", publicou o Clarín.
"Brasil desvaloriza e gera preocupação", publicou o Página 12. Na reportagem, o jornal afirma que a desvalorização do real "pode gerar dor de cabeça aos exportadores argentinos que comercializam com o país vizinho". Teme-se ainda que a alta do dólar possa afetar o desembarque dos turistas brasileiros na Argentina.
FONTE
BBC Brasil
Marcia Carmo
De Buenos Aires
Idec mostra como economizar utilizando internet 3G no celular
Antes de fechar um pacote 3G com as operadoras, o consumidor deve prestar a atenção ao que as operadoras oferecem. Uma dica importante é verificar se a operadora oferece ferramentas on-line para monitorar o uso da internet móvel, como disponibilizar em seu site o saldo atual, o volume de dados consumidos
até o momento e a franquia restante.
http://74.220.207.63/~agrosoft/agroarquivos/1316125678.png
Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), muitas vezes, as operadoras de telefonia móvel ocultam informações sobre o limite de utilização do serviço sem que haja cobrança adicional. Esse tipo de informação e todas as principais informações sobre o serviço devem ser citados no contrato.
Todas as ofertas devem ser claras para que o consumidor saiba o que está contratando. Além disso, é válido fazer uma pesquisa antes de contratar o serviço.
DICAS PARA ECONOMIZAR
Alguns cuidados e mudanças nos hábitos podem fazer a diferença na sua fatura. Veja mais algumas dicas do Idec para economizar na utilização do 3G:
Evite ouvir músicas em streaming (diretamente da internet, sem fazer download) ou de rádio on-line. O ideal é baixar a música em um cartão de memória, mas, se você não quiser abrir mão deste recurso, ouça as músicas em baixa qualidade.
Serviços de mapas também consomem rapidamente o tráfego de dados contratados.
Quando acessar páginas usando navegador, utilize browsers próprios para hospedar o conteúdo móvel, geralmente em forma de aplicativo.Alguns navegadores, como o Firefox, possuem versões direcionadas à navegação portátil.
Não abuse nos jogos: alguns populares, apesar de gratuitos, trazem anúncios que chegam ao celular via internet.
Quando for assistir a vídeos ou for postar fotos em redes sociais, espere até estar em um lugar com Wi-Fi disponível.
Usar um software de controle pode auxiliar na economia. Ele calcula o percentual de dados que já foi consumido no mês e emite avisos de alerta, quando o usuário estiver próximo de estourar o limite do pacote. Na internet, existem diversas opções de programas para isso. Eles funcionam medindo a quantidade de dados enviados e recebidos pela conexão 3G, bastando ao usuário inserir as informações de vencimento da franquia e o tamanho do plano (por exemplo, 200Mb, 1GB, 2GB).
FONTE
Infomoney
Todas as ofertas devem ser claras para que o consumidor saiba o que está contratando. Além disso, é válido fazer uma pesquisa antes de contratar o serviço.
DICAS PARA ECONOMIZAR
Alguns cuidados e mudanças nos hábitos podem fazer a diferença na sua fatura. Veja mais algumas dicas do Idec para economizar na utilização do 3G:
Evite ouvir músicas em streaming (diretamente da internet, sem fazer download) ou de rádio on-line. O ideal é baixar a música em um cartão de memória, mas, se você não quiser abrir mão deste recurso, ouça as músicas em baixa qualidade.
Serviços de mapas também consomem rapidamente o tráfego de dados contratados.
Quando acessar páginas usando navegador, utilize browsers próprios para hospedar o conteúdo móvel, geralmente em forma de aplicativo.Alguns navegadores, como o Firefox, possuem versões direcionadas à navegação portátil.
Não abuse nos jogos: alguns populares, apesar de gratuitos, trazem anúncios que chegam ao celular via internet.
Quando for assistir a vídeos ou for postar fotos em redes sociais, espere até estar em um lugar com Wi-Fi disponível.
Usar um software de controle pode auxiliar na economia. Ele calcula o percentual de dados que já foi consumido no mês e emite avisos de alerta, quando o usuário estiver próximo de estourar o limite do pacote. Na internet, existem diversas opções de programas para isso. Eles funcionam medindo a quantidade de dados enviados e recebidos pela conexão 3G, bastando ao usuário inserir as informações de vencimento da franquia e o tamanho do plano (por exemplo, 200Mb, 1GB, 2GB).
FONTE
Infomoney
CTNBio aprova feijão transgênico
A CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou ontem (15/09/11) durante sua reunião mensal em Brasília (DF), a liberação para cultivo comercial do feijão geneticamente modificado (GM) desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Foram 15 votos a favor, duas abstenções e cinco pedidos de diligência (necessidade de complementação). O feijão é resistente ao vírus do mosaico dourado, pior inimigo dessa cultura agrícola no Brasil e na América do Sul. Essa decisão foi um marco para a ciência nacional, pois trata-se da primeira planta transgênica totalmente produzida por instituições públicas de pesquisa brasileiras.
As variedades GM são resultados de mais de 10 anos de pesquisa e foram desenvolvidas em parceria por duas unidades da Embrapa: Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF) e Arroz e Feijão (Goiânia/GO). Batizadas de Embrapa 5.1, as novas variedades garantem vantagens econômicas e ambientais, com a diminuição das perdas, garantia das colheitas e redução da aplicação de produtos químicos no ambiente.
No Brasil, o mosaico dourado está presente em todas as regiões produtoras de feijão e, se atingir a plantação ainda na fase inicial, pode causar perdas de até 100% na produção. Segundo estimativas daEmbrapa Arroz e Feijão, os danos causados pela doença seriam suficientes para alimentar de cinco a 10 milhões de pessoas.
Com a aprovação pela CTNBio, as sementes transgênicas serão multiplicadas e devem chegar ao mercado dentro de dois a três anos.
NOVA TECNOLOGIA DE TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA
Para chegar às variedades geneticamente modificadas, os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Francisco Aragão, e da Embrapa Arroz e Feijão, Josias Faria (FOTO), utilizaram quatro estratégias de transformação genética.
Em linhas gerais, eles modificaram geneticamente a planta para que ela produzisse pequenos fragmentos de RNA responsáveis pela ativação de seu mecanismo de defesa contra o vírus mosaico dourado, devastador à lavoura.
"Mimetizamos o sistema natural", diz Francisco Aragão, explicando que a grande vantagem dessa nova técnica é que não há produção de novas proteínas nas plantas, e consequentemente não há possibilidade de alergenicidade e toxidez. Além disso, os fragmentos de RNA podem causar resistência a várias estirpes do mesmo vírus.
Os pesquisadores construíram um vetor para geração de plantas transgênicas com o objetivo de bloquear a multiplicação do DNA viral.
Desde 2006, os pesquisadores da Embrapa repetem pesquisas de campo com o feijão transgênico em Sete Lagoas (MG), Londrina (PR) e Santo Antônio de Goiás (GO), regiões de alta produção no país. Em todos os casos, os grãos foram infectados naturalmente pelo mosaico dourado. Os transgênicos, diz Aragão, não apresentaram sintomas da doença. Os convencionais tiveram de 80% a 90% das plantas afetadas.
Além de testar a eficiência das variedades transgênicas, essas análises avaliaram a biossegurança para comprovar a sua inocuidade ao ambiente e à saúde humana, em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Agrobiologia e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).
IMPACTOS SOCIAIS DA ENGENHARIA GENÉTICA
Esse projeto é um exemplo significativo de impacto social e alimentar do uso da engenharia genética. No Brasil o feijão é uma cultura de extrema importância social, já que é produzido basicamente por pequenos produtores, com cerca de 80% da produção e da área cultivada em propriedades com menos de 100 hectares.
além disso, é a principal fonte vegetal de proteínas (o teor das sementes varia de 20 a 33%), além de ser também fonte de ferro (6-10 mg/100 g). Associado ao arroz dá origem a uma mistura tipicamente brasileira e ainda mais nutritiva e rica em vitaminas. Na verdade, a importância do feijão na alimentação transcende as fronteiras brasileiras, sendo a leguminosa mais importante na alimentação de mais de 500 milhões de pessoas na América Latina e África.
A produção mundial de feijão é superior a 12 milhões de toneladas. O Brasil ocupa o segundo lugar na produção mundial, mas sua produção ainda não é suficiente para suprir a demanda interna, o que se deve em grande parte às perdas causadas por pragas e doenças como omosaico dourado do feijoeiro, associadas a estresses hídricos.
"Com as variedades GM, resistentes ao vírus, esperamos poder diminuir consideravelmente os danos e contribuir para estabilizar o preço do produto no mercado", comenta Aragão.
O principal benefício ambiental das variedades GM é a redução na aplicação de produtos químicos (inseticidas) no ambiente. Além disso, melhoram a produtividade e, consequentemente, reduzem o avanço da agropecuária sobre áreas de florestas.
FONTE
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz - Jornalista
Telefones: (61) 3448-4769 e 3340-3672
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Foto: Cláudio Bezerra
As variedades GM são resultados de mais de 10 anos de pesquisa e foram desenvolvidas em parceria por duas unidades da Embrapa: Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF) e Arroz e Feijão (Goiânia/GO). Batizadas de Embrapa 5.1, as novas variedades garantem vantagens econômicas e ambientais, com a diminuição das perdas, garantia das colheitas e redução da aplicação de produtos químicos no ambiente.
No Brasil, o mosaico dourado está presente em todas as regiões produtoras de feijão e, se atingir a plantação ainda na fase inicial, pode causar perdas de até 100% na produção. Segundo estimativas daEmbrapa Arroz e Feijão, os danos causados pela doença seriam suficientes para alimentar de cinco a 10 milhões de pessoas.
Com a aprovação pela CTNBio, as sementes transgênicas serão multiplicadas e devem chegar ao mercado dentro de dois a três anos.
NOVA TECNOLOGIA DE TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA
Para chegar às variedades geneticamente modificadas, os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Francisco Aragão, e da Embrapa Arroz e Feijão, Josias Faria (FOTO), utilizaram quatro estratégias de transformação genética.
Em linhas gerais, eles modificaram geneticamente a planta para que ela produzisse pequenos fragmentos de RNA responsáveis pela ativação de seu mecanismo de defesa contra o vírus mosaico dourado, devastador à lavoura.
"Mimetizamos o sistema natural", diz Francisco Aragão, explicando que a grande vantagem dessa nova técnica é que não há produção de novas proteínas nas plantas, e consequentemente não há possibilidade de alergenicidade e toxidez. Além disso, os fragmentos de RNA podem causar resistência a várias estirpes do mesmo vírus.
Os pesquisadores construíram um vetor para geração de plantas transgênicas com o objetivo de bloquear a multiplicação do DNA viral.
Desde 2006, os pesquisadores da Embrapa repetem pesquisas de campo com o feijão transgênico em Sete Lagoas (MG), Londrina (PR) e Santo Antônio de Goiás (GO), regiões de alta produção no país. Em todos os casos, os grãos foram infectados naturalmente pelo mosaico dourado. Os transgênicos, diz Aragão, não apresentaram sintomas da doença. Os convencionais tiveram de 80% a 90% das plantas afetadas.
Além de testar a eficiência das variedades transgênicas, essas análises avaliaram a biossegurança para comprovar a sua inocuidade ao ambiente e à saúde humana, em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Agrobiologia e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).
IMPACTOS SOCIAIS DA ENGENHARIA GENÉTICA
Esse projeto é um exemplo significativo de impacto social e alimentar do uso da engenharia genética. No Brasil o feijão é uma cultura de extrema importância social, já que é produzido basicamente por pequenos produtores, com cerca de 80% da produção e da área cultivada em propriedades com menos de 100 hectares.
além disso, é a principal fonte vegetal de proteínas (o teor das sementes varia de 20 a 33%), além de ser também fonte de ferro (6-10 mg/100 g). Associado ao arroz dá origem a uma mistura tipicamente brasileira e ainda mais nutritiva e rica em vitaminas. Na verdade, a importância do feijão na alimentação transcende as fronteiras brasileiras, sendo a leguminosa mais importante na alimentação de mais de 500 milhões de pessoas na América Latina e África.
A produção mundial de feijão é superior a 12 milhões de toneladas. O Brasil ocupa o segundo lugar na produção mundial, mas sua produção ainda não é suficiente para suprir a demanda interna, o que se deve em grande parte às perdas causadas por pragas e doenças como omosaico dourado do feijoeiro, associadas a estresses hídricos.
"Com as variedades GM, resistentes ao vírus, esperamos poder diminuir consideravelmente os danos e contribuir para estabilizar o preço do produto no mercado", comenta Aragão.
O principal benefício ambiental das variedades GM é a redução na aplicação de produtos químicos (inseticidas) no ambiente. Além disso, melhoram a produtividade e, consequentemente, reduzem o avanço da agropecuária sobre áreas de florestas.
FONTE
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz - Jornalista
Telefones: (61) 3448-4769 e 3340-3672
E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Foto: Cláudio Bezerra
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