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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uso freqüente de maconha danifica cérebro de adolescentes

Uso freqüente de maconha danifica cérebro de adolescentes


CHICAGO, EUA - Adolescentes que consomem maconha regularmente correm o risco de danificar uma importante via do cérebro ligada ao desenvolvimento da linguagem e os que possuem predisposição à esquizofrenia podem ser vítimas da doença mais cedo, disseram pesquisadores na quarta-feira.
Imagens do cérebro de adolescentes que usam a droga com frequência revelaram anormalidades microscópicas na região que governa os aspectos mais complicados da linguagem e da audição.
Danos semelhantes no conjunto de fibras chamado de fascículo arqueado, que liga a área de Broca, no lobo frontal esquerdo, com a área de Wernicke, no lobo temporal esquerdo, foram encontrados no cérebro de consumidores de maconha e de esquizofrênicos.
"Essas descobertas sugerem que, além de interferir no desenvolvimento normal do cérebro, o uso constante de maconha por adolescentes pode provocar também o surgimento precoce da esquizofrenia em indivíduos geneticamente predispostos a ter a doença", afirmou Sanjiv Kumra, professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein (EUA).
Os pesquisadores escanearam o cérebro de 114 pessoas, 26 das quais selecionadas porque possuíam esquizofrenia. Do grupo de esquizofrênicos, 15 fumavam maconha.
Outros 15 eram adolescentes do sexo masculino que consumiam maconha e que foram comparados com jovens que não usam a droga. Foi nesse grupo de usuários que as varreduras encontraram danos na área responsável pela linguagem e a audição.
O fascículo arqueado continua se desenvolvendo durante a adolescência e sofre o efeito de neurotoxinas introduzidas por meio do consumo de maconha, disseram os pesquisadores.
Uma técnica de escaneamento que detecta e mede a movimentação de moléculas de água no cérebro foi usada no estudo, apresentado durante o encontro anual da Sociedade Radiológica da América do Norte.
Cerca de 3 milhões de norte-americanos, com 12 anos de idade ou mais, usam maconha diária ou quase diariamente, segundo o Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas.
Os pesquisadores disseram ser necessário agora realizar estudos de longo prazo para saber se os danos observados nos adolescentes são permanentes.
Fonte: Reuters

Maconha não danifica cérebro, diz pesquisa

Maconha não danifica cérebro


Uma pesquisa do King’s College, em Londres, publicada pelo “American Journal of Epidemiology”, constatou que pessoas com 50 anos que usaram ou ainda usam drogas não tiveram o cérebro danificado. Entre as milhares de pessoas avaliadas, aqueles que tinham usado drogas ilícitas, principalmente a maconha, tiveram um desempenho melhor do que os demais nos testes de memória e de outras funções cerebrais.
A relação entre o nível de estudo – melhor entre os usuários de droga, de acordo com os pesquisadores – pode explicar o resultado.
"Nossos resultados não excluem eventuais efeitos nocivos em alguns indivíduos que podem estar expostos a drogas durante longos períodos de tempo", diz o pesquisador-chefe Alex Drugan.
As informações são da Reuters.